Por que criamos o SuperDMZ
A história curta de como um problema interno de acesso remoto virou um produto comercial — e por que decidimos não fazer mais um clone do ngrok.
O SuperDMZ nasceu no fim de 2024 de um problema interno chato: nossa equipe precisava acessar uma câmera IP, um servidor de PostgreSQL e um RDP em redes diferentes, todas atrás de NAT, sem IP público fixo. As alternativas que existiam tinham um ou mais dos seguintes defeitos:
- Servidor longe — qualquer pacote precisava ir até Virginia ou Frankfurt e voltar, acrescentando 200 ms a tudo.
- URL aleatória — toda reconexão gerava um endpoint novo, inviável para serviços que precisam de DNS estável.
- Preço crescente sem teto claro — planos de US$ 20 por mês que viravam US$ 200 quando o tráfego aumentava.
- Suporte em inglês ou robô — atendimento que custa horas para resolver o que um humano resolve em 5 minutos.
Decidimos construir uma versão própria com 4 princípios bem rígidos:
- Servidor no Brasil. Não dá pra ter latência baixa para clientes brasileiros sem um nó em São Paulo.
- URL estável. Você escolhe o subdomínio, ele é seu até cancelar.
- Preço previsível. Limite de tráfego conhecido; ultrapassou, te avisamos antes de cobrar.
- Suporte em português, sem bot. Quem responde é técnico, não SAC.
Hoje temos nós em São Paulo, Atlanta, Frankfurt e Tóquio, mais de 200 clientes ativos e o cliente Windows que continua o nosso foco principal — porque é onde está a dor da nossa base de usuários.
Os próximos posts vão entrar nos detalhes técnicos: como funciona o tunnel, como expor RDP/câmeras IP, comparativos com VPN tradicional, e por que decidimos publicar um cliente Linux e macOS completo em vez de um wrapper.
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